Nota de Esclarecimento sobre vírus Epstein-Barr e esclerose múltipla

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Recentemente a cantora Anitta alegou ter sido diagnosticada com o vírus Epstein-Barr (EBV) e o relacionou como uma das causas da esclerose múltipla (EM), a imprensa noticiou o ocorrido de forma indevida, provocando desespero e falsas esperanças em pessoas que convivem com esclerose múltipla.

Diante da grande repercussão da notícia, a Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), uma instituição do terceiro setor que atua desde 2012 em prol da disseminação de informações de credibilidade sobre a esclerose múltipla e que acredita que informação é o melhor remédio, esclarece que:

    • O Epstein-Barr é um tipo de vírus do herpes que se espalha principalmente pela saliva. Ao “pegar” o vírus, a pessoa pode apresentar uma infecção leve, com mal-estar e outros sintomas inespecíficos, podendo ficar também assintomático. 
    • Apenas em alguns casos, principalmente quando o contato com o vírus ocorre na adolescência, pode-se apresentar a mononucleose, também conhecida como a “doença do beijo”, que é uma infecção viral importante, com o aumento de amígdalas, de linfonodos em geral, pode ter aumento do baço e do fígado, devido à infecção em si. 
    • No entanto, segundo a médica neurologista Raquel Vassão, do conselho científico da AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose, a maioria das pessoas infectadas não desenvolvem essa forma de infecção, uma vez que o vírus entra nas células imunes chamadas células B, permanece no organismo sem provocar manifestações clínicas. O EBV também tem relação direta com alguns tipos de câncer e outras doenças autoimunes.
    • Embora a relação entre o vírus Epstein-Barr e a esclerose múltipla não seja nova (estudada desde a década de 70), o estudo realizado por pesquisadores de Harvard, publicado na revista Science em 13 de janeiro de 2022, sugeriu que o EBV seria um dos fatores principais para o desenvolvimento da esclerose múltipla.
  • É importante salientarmos que somente a infecção pelo vírus não determinará se a pessoa terá ou não a EM. Para ter a esclerose múltipla, a pessoa provavelmente terá o vírus e também outros fatores de risco, tais como: questões genéticas, estilo de vida, tabagismo, absorção de vitamina D, obesidade na infância, entre outros.
  • A esclerose múltipla é uma doença crônica, autoimune, desmielinizante, inflamatória, que afeta o sistema nervoso central. Atinge geralmente pessoas jovens entre 20 e 40 anos de idade, sendo mais predominante em mulheres.
  • A causa da doença ainda não é totalmente conhecida, porém, sabe-se que múltiplos fatores ambientais e genéticos estão associados à fisiopatologia da doença, ou seja, o risco de desenvolvê-la. 
  • Dentre os fatores ambientais associados à etiologia da esclerose múltipla, temos a infecção por alguns agentes virais e bacterianos, como o herpesvírus tipo 6, vírus Epstein-Barr, retrovírus endógeno humano.

A Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose Múltipla (AME) reforça que, apesar de estar relacionada ao vírus Epstein-Barr, a esclerose múltipla não é causada por um vírus e não é contagiosa, ou seja, não se “pega”. 

A AME reforça ainda que possui um time de profissionais qualificados para falar sobre a esclerose múltipla e esclarecer qualquer dúvida que possa surgir. 

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