Mirando no equilíbrio: como mulheres que trabalham com a esclerose múltipla buscam equidade nas áreas clínica e de pesquisa

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A luta pela equidade de gêneros ocorre em diferentes níveis, como é o caso das pesquisadoras e médicas especialistas em Esclerose Múltipla. Ruth Dobson, neurologista e professora sênior da Queen Mary University of London, conta sobre o movimento: International Women in MS (IWiMS) e o que elas estão fazendo para defender as mulheres pela equidade de gênero em clínicas e pesquisas de Esclerose Múltipla (EM) em todo o mundo.

Onde estão as mulheres que trabalham com Esclerose Múltipla?

Sabemos que a desigualdade de gênero é um problema na ciência. Dos cerca de 900 neurologistas de Esclerose Múltipla no Reino Unido, apenas 250 são mulheres. A situação na pesquisa é semelhante, com as mulheres ocupando menos de um terço dos cargos de chefia.

Inspirando uma comunidade

International Women in MS (IWiMS) é uma nova iniciativa para apoiar e inspirar mulheres que trabalham na área clínica e de pesquisa em EM. A ideia cresceu de uma reunião informal em 2018 para uma comunidade com mais de 250 membros em 20 países.

Apoiando umas às outras

Junto com colegas da Austrália e dos EUA, Ruth Dobson estabeleceu um esquema internacional de orientação e patrocínio. Esta organização cria ligações entre as mulheres juniores e seniores na área de Esclerose Múltipla, dando-lhes apoio e modelos acessíveis e, de forma ainda mais empolgante, conecta potenciais colaborações de pesquisa e novos caminhos para o estudo em EM.

“Nosso objetivo é desenvolver uma comunidade que inspire mulheres no início de suas carreiras a permanecerem na pesquisa de EM. Já criamos mais de 70 pares de mentoria e 30 grupos de patrocínio de pares”, explica Ruth.

Um melhor equilíbrio

Há muitas razões pelas quais não há mulheres seniores suficientes na ciência. 

Um número igual de homens e mulheres treina inicialmente como neurologistas e cientistas, mas o equilíbrio de gênero muda ao longo dos estágios da carreira por uma série de razões, nem todas imediatamente óbvias.

Aumentar o número de mulheres que permanecem na pesquisa de EM ou treinam como neurologistas só pode ser uma coisa boa. De uma perspectiva científica, aumentar a diversidade de cientistas tem o potencial de aumentar a variedade e o tipo de perguntas que fazemos a nós mesmos.

Representação justa: mulheres buscam equidade na ciência!

As conferências científicas podem refletir esse desequilíbrio. Mas pedir que os mesmos líderes de opinião falem sempre não é a melhor maneira de explorar novas ideias. Fazer um esforço consciente para convidar novos pesquisadores ao lado dos “grandes nomes” e buscar a paridade geralmente resulta em uma conferência mais inovadora de forma geral.

“É revigorante ver que a conferência MS Frontiers da MS Society tem um número igual de homens e mulheres convidados a falar e contribuir para workshops. Estou animada com o entusiasmo demonstrado pelo IWiMS e espero que possamos avançar para #balanceforbetter durante minha carreira”, conclui.

 

Leia mais sobre o tema no site da AME:

Tradução e adaptação: Redação AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose

Fonte: MS Society UK

Escrito por Ruth Dobson, 7 de março de 2019

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