Fazendo ciência como uma garota

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A pesquisadora e neurologista, Dra. Veronique Miron, conta em seu texto como é fazer ciência como uma garota nos tempos atuais, ao administrar seu próprio laboratório de Esclerose Múltipla. 

Quando eu era pequena, deixava meus pais loucos sempre perguntando ‘por que’ – eu queria saber como tudo funcionava. Então foi natural para eu escolher uma carreira na ciência.

Fazendo descobertas que importam

Inicialmente tive interesse na pesquisa de Esclerose Múltipla porque a tia do meu marido tem o diagnóstico. Ela me contou como era difícil criar uma família em uma época em que não havia tratamentos disponíveis (agora as coisas são diferentes).

Isso me inspirou a tentar entender como poderíamos reparar o sistema nervoso central para melhorar a vida das pessoas com EM.

Quando comecei a fazer pesquisa pela primeira vez como estudante de graduação, fiquei em êxtase. Em vez de apenas ler sobre ciência, eu estava fazendo minhas próprias descobertas. Eu adorava fazer pesquisa e queria aplicá-la para ajudar as pessoas.

Sendo o que eu não podia ver

Mas também notei que as mulheres que administravam seus próprios laboratórios eram poucas e distantes entre si. Foi difícil ver como eu poderia me encaixar no ambiente de pesquisa acadêmica a longo prazo.

Com o apoio dos meus orientadores (todos homens) fui encorajada a continuar a investigação, primeiro como estudante de doutorado, depois como pós-doutoranda e agora como chefe de laboratório.

Combatendo o preconceito inconsciente na prática da ciência

Quatorze anos depois de entrar em um laboratório pela primeira vez, as mulheres ainda estão sub-representadas na ciência, ocupando apenas 11% das principais posições acadêmicas.

Às vezes sou a única mulher na sala. Então estou ciente das maneiras como os outros podem me ver e que provavelmente estou lutando contra preconceitos inconscientes.

Liderando minha equipe

Há cinco mulheres na minha equipe no Centro de Pesquisa de Esclerose Múltipla em Edimburgo (Escócia). Sinto a responsabilidade de mostrar a elas, e a outras jovens, que elas também podem seguir suas ambições e serem líderes em pesquisa.

Administrar meu próprio laboratório foi a coisa mais desafiadora que já fiz e também a mais emocionante e recompensadora. Estamos investigando como podemos usar os efeitos benéficos da inflamação para estimular o reparo cerebral em condições como a Esclerose Múltipla. Isso pode levar a novos tratamentos.

Compartilhando nossas histórias

As mulheres na ciência estão fazendo descobertas importantes. Iniciativas como o Athena Swan Program, The Bearded Lady Project, Dangerous Women e Women Are Boring são muito importantes para mostrar por que precisamos delas na ciência. Quanto mais compartilharmos o que as mulheres conquistaram e encorajarmos umas às outras, mais as mulheres permanecerão na ciência. E isso beneficia a todas nós!

 


Tradução e adaptação: Redação AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose

Fonte: MS Society UK/ Hannah Maunder

Escrito por Hannah Maunder, 7 de março de 2017

 

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