Recapitulando o que ainda não acabou

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por Fabiana Dal Ri Barbosa

Oiê meus amores múltiplos, espero que todos estejam bem. Estamos iniciando um novo ano,  que ele seja muito mais leve, alegre e repleto de boas notícias.
Pelo menos a tão sonhada e esperada vacina, para combater o coronavírus já está sendo aplicada em nosso país, atitude essa,  que enche nossos corações de esperança por dias melhores.
Eu ainda não conversei com o meu doutorzinho para saber a opinião dele, se devo ou não vacinar. Mas, mesmo que não vacine, tendo a maioria das pessoas a nossa volta imunizada ou com a chance de pegar o vírus “bem mais leve”, já é uma grande conquista.
Acredito que todos nós tivemos algumas lições para nossas vidas, durante o ano fatídico de 2020. Não que eu esteja dizendo que a pandemia acabou, não é isso, ou que com a vacina tudo voltará ao normal. Tenho plena consciência que não será bem assim, imagino que os novos hábitos como máscaras, higienização das mãos, tirar sapatos e roupas fora de casa, será um novo costume em nossa rotina. Porém, com certeza o maior aprendizado de todos e para todos sem exceção, deve ter sido a habilidade que temos em nos adaptar, em situações de dificuldades temos a capacidade de adaptação. O que pra nós que temos a esclerose múltipla como companheira, não seria bem uma novidade. Contudo, o que nós pessoas com EM, tivemos mais problemas nessa fase pandemica, o que notei através dos meus blogs, foi a questão da ansiedade, como sintoma. Acredito que pra nós que já vivemos com uma condição crônica em que estamos o tempo todo sob um “possível ataque”, já enfrentamos a ânsia de estarmos o tempo todo sob alerta e com a pandemia, é esse mesmo sentimento que temos que lidar diariamente, o desconhecido que pode nos atacar a qualquer momento.
Ouvi, vi e tive muitas crises de ansiedade durante o ano de 2020. Não é fácil lidar com algo que lhe incomoda, sem saber ao certo o que é exatamente.
Muitas vezes, era a sensação de impotência, de não poder fazer nada para conter aqueles números desesperadores. Mesmo que já fazendo, que era o isolamento social, meses e meses sem encontrar com minha irmã e sobrinhas que moram no mesmo terreno que eu, meus pais que moram quadras daqui e minha irmã que mora num condomínio próximo, eu me sentia inútil e com todos os problemas de gente grande se acomulando a nossa volta.
Sentindo que em outros países a solidariedade falou mais alto em tempos de quarentena, mas aqui só tristeza e desamparo. Em alguns poucos minutos, ouvia-se na tv alguém que havia dado uma ajuda a outra pessoa. Mas, na maioria das vezes, ouvia-se besteirol, daquele ainda que seria o motorista do nosso barco, baubau, o barco vai afundar, só assim todos nós pensavamos. Meses depois, foi exatamente o que aconteceu com a Amazônia, Manaus pede socorro, estão morrendo sufocados sem O2 e agora estamos com o Pará na mesma situação. Infelizmente meus amigos múltiplos, não consigo mudar de assunto por enquanto com tantas desgraças ocorrendo a nossa volta.
Estamos em pleno o meio de janeiro de 2021 e me lembro perfeitamente de quando ouvi falar pela primeira vez sobre um tipo de coronavírus que estava exterminando uma cidade na China, no qual eu não conseguia entender como pronunciar. Isso foi no dia 31 de dezembro de 2019 e vejam bem onde chegamos? E nós que achamos que já sabiamos lidar com as imprevisibilidades!
Espero do fundo do meu coração, que eu venha com outros assuntos nos próximos posts porque isso será um sinal de que as coisas no Brasil estão saindo do fundo do poço.
Eu não sei se vocês acompanharam a live a Dra Raquel Vassão sobre as Vacinas e a EM e posso dizer que foi bastante animadora e podemos nos preparar para pedir a permissão do nosso doutorzinho e assim que chegar nossa vez : “Vai com o Bum Bum Tam Tam , vai com o Bum Bum Tam Tam
É a vacina envolvente que mexe com a mente de quem tá presente, a vacina saliente que vai curar nós do vírus e salvar muita gente”.

E isso aí amores múltiplos !!!

Um milhão de beijinhos
e até mais….

Fabi

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