Qual o estereótipo de uma pessoa que tem EM?

Oii, meus Raros, Tudo bem?

 

Meu primeiro post aqui. Estou nervosa, mas vamos lá!

Desde o meu diagnóstico, fui taxada como garota propaganda da EM, pois eu não tinha os “requisitos” necessários para ser uma pessoa com uma doença autoimune e crônica, na verdade, eu nem sabia que existia, pra ser bem sincera.

Ter uma doença autoimune tem todo um peso social na minha opinião, pois não podemos ter uma doença e continuar sendo uma pessoa normal, alegre, otimista que acredita na vida, que quer ser feliz apesar de todos desafios.

A “regra”, no geral, de ser uma pessoa com uma doença crônica é ser uma pessoa triste, que já desistiu da vida, que não tem mais esperança, que não tem mais sonhos e que virou literalmente um vegetal. Era isso que a sociedade esperava de mim, mas sinto muito decepcioná-la.

Além de ter que enfrentar as minhas limitações com as Esclerose Múltipla, tenho que enfrentar o preconceito alheio, pois, para muitos, tudo tem regras estabelecidas; como se tivesse um caderninho onde diz, se você tem #EM você tem que agir assim, como se tivesse toda uma etiqueta a ser seguida, mas não é assim que as coisas funcionam. Não tem manual de instruções. A gente aprende na garra e vive da melhor forma possível.

Ser uma pessoa que, apesar de ter uma doença, é feliz, para muitos, não é certo ou não é verdadeiro, muitas pessoas entendem que se somos felizes apesar do desafio que enfrentamos (no meu caso, a esclerose múltipla), então, isso não é verdade (a doença se torna uma mentira), estamos mentindo, mas a sociedade precisa entender que cada uma escolhe a forma como vai lidar com os seus desafios, e não podemos ser julgados por isso.

Temos que entender que se nem a nossa vida tem uma regra, por que ter uma doença teria. Todos nós sabemos que, quando nascemos e depois crescemos, nossos pais não nos dão um manual de instruções da vida onde diz exatamente o que vamos fazer. A realidade é que, conforme crescemos, a maioria das coisas que acontecem nas nossas vidas é surpresa, o máximo que conseguimos é escolher o lado que achamos melhor seguir, mas sabemos que, muitas vezes, quebramos a cara e tudo bem.

Então, só tenho um pedido a fazer: não julgue as pessoas com a sua régua e não ache que elas têm que fazer o que você acha que é o certo, porque certeza sobre a vida ninguém tem.

 

beijão da @aesclerosadarara