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Uso do Alemtuzumab na EM

Uso do Alemtuzumab na EM

Mais uma importante pesquisa apresentada no Congresso do Comitê Europeu de Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla (ECTRIMS) 2016 chega aqui no site da AME. O CARE MS 1 e o CARE MS 2 analisaram o uso do Alemtuzumab para EM e os dados de seis anos de acompanhamento de pacientes com esclerose múltipla (EM) nos dois principais ensaios de fase 3 de alemtuzumab (Lemtrada, Genzyme Corp) continuam mostrando resultados encorajadores, com baixas taxas de atividade da doença. Um número substancial dos pacientes mostraram melhora na deficiência, e atrofia cerebral retardando a doença a níveis quase normais.

Além disso, os dados mais recentes sobre a segurança não sugerem novos efeitos adversos graves, sugerindo que o programa de monitorização recomendado de 4 anos (após a última dose) é adequado, dizem os investigadores.

Ambos os apresentadores dos resultados de seis anos dos dois estudos – CARE MS 1 e CARE MS 2 -, assim como especialistas externos, disseram que os resultados mais recentes devem levar a que a droga seja mais usada mais e os neurologistas ganhem confiança na sua segurança e eficácia a longo prazo . Mas eles enfatizaram que, como a maioria das outras terapias de EM, alemtuzumab funciona melhor em estágios iniciais da doença, advertindo para o início de um tratamento logo após o diagnóstico.

O médico e pesquisador Alasdair J. Coles, da Universidade de Cambridge, Reino Unido e um dos co-desenvolvedores da droga relatou que 57% dos pacientes no CARE MS 1 estavam livres da atividade da doença no sexto ano da pesquisa, com 86% livre de atividade clínica e 66% livre de atividade em ressonância magnética. O professor Coles enfatizou a importância de usar a droga mais cedo do que mais tarde no processo da doença. "Grande parte do benefício está no uso precoce de alemtuzumab. Esses dados não se aplicam para uso posterior em pacientes com doença avançada".

Observando que, no Reino Unido, o alemtuzumab tem uma indicação de primeira linha, mas em vários outros países é aprovado apenas para uso em segunda ou terceira linha, ele sugeriu que à medida que a experiência cresce e um acompanhamento mais longo continua a mostrar segurança e eficácia pode mudar. No Brasil o Lemtrada já foi aprovado pela ANVISA, no entanto ainda não está disponível para acesso pelo SUS.

Outros resultado impressionante dos dados de 6 anos diz respeito à desaceleração da atrofia cerebral. A media de perda anual de volume do cérebro tanto no MS CARE como no MS CARE 2 foi inferior a 0,2% nos anos 3, 4, 5 e 6. Aaron Boster, médico e pesquisador da Universidade de Columbus, um dos pesquisadores do CARE MS 2, comentou que "este nível de 0,2% anual de perda de volume cerebral é semelhante ao que seria visto no envelhecimento normal. Colocar a atrofia cerebral de volta a uma taxa de normalidade é simplesmente incrível. "

Dr. Fox, um dos pesquisadores, apontou que no seu desenvolvimento precoce, alemtuzumab foi testado em pacientes com doença mais avançada, incluindo aqueles com MS progressiva secundária e Escala de Status de Incapacidade Estendida mais avançada (EDSS), e estes pacientes não tinham o mesmo nível de benefício: "Nós vimos isso com todos os medicamentos de EM. O tratamento agressivo no início dá melhores resultados no caminho – não apenas com este medicamento".

Ele relatou que no CARE MS 2 haviam pacientes que eram ligeiramente mais velhos, com uma maior duração da doença e maior pontuação de EDSS no início comparado com o CARE MS 1. “Eles ainda tinham uma EM ativa precoce e menos de 10 anos de duração da doença, tendo uma recaída ou atividade de ressonância magnética no ano anterior ao uso da medicação. É para este tipo de paciente que vamos direcionar esse medicamento para pacientes com quaisquer sinais de avanço atividade em sua medicação atual”.

Os estudos CARE-MS I e II foram financiados pela Genzyme.

Os trabalhos mais recentes sobre essa medicação foram apresentado no Congresso do Comitê Europeu de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (ECTRIMS) 2016. Resumos 168, 213, P1150 e P1181.

Texto original em MedScape (http://www.medscape.com/viewarticle/868899?src=wnl_edit_tpal#vp_1)

Traduzido por Redação AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose

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