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Pesquisadores estudam a predominância do tabagismo em pessoas com dificuldades de mobilidade

Pesquisadores estudam a predominância do tabagismo em pessoas com dificuldades de mobilidade

Pesquisadores do The Miriam Hospital descobriram que as pessoas com dificuldades de mobilidade com menos de 65 anos têm taxas significativamente maiores de serem fumantes do que aqueles sem dificuldades de mobilidade. Além disso, os fumantes com dificuldades de mobilidade são menos propensos a tentar parar de fumar do que aqueles sem dificuldades de mobilidade, e com base em provas, os tratamentos para deixar de fumar podem não ser eficientes para essa população. O estudo e os seus resultados foram publicados no American Journal of Public Health.

A chefe da pesquisa Belinda Borrelli, Ph.D., do Centro de Medicina Preventiva e Comportamental no Hospital Miriam, e seus colegas procuraram relatar a prevalência do tabagismo e das tentativas de parar o uso de cigarro entre os indivíduos com dificuldades de mobilidade, pois têm maiores riscos de saúde que a população geral.

Borrelli realizou uma análise com 13.308 adultos entre 21-85 anos, com dificuldades de mobilidade, tais como a utilização de equipamentos especiais para locomoção e que tem dificuldade de caminhar um quarto de milha, sem a ajuda de algum equipamento. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos com 21 a 44 anos de idade que tem dificuldades de mobilidade, 39,2 por cento eram fumantes, em comparação com apenas 21,5 por cento dos adultos, sem dificuldades de mobilidade. Entre os indivíduos com 45 a 64 anos que tem dificuldades de mobilidade, 31,2 por cento eram fumantes contra 20,7 por cento, sem dificuldades de mobilidade.

A análise também descobriu que mulheres com idades entre 21-44 anos, com dificuldades de mobilidade tem a prevalência mais alta de serem fumantes, em 45,9 por cento, superando as mulheres da mesma idade sem problemas de mobilidade. Homens com dificuldades de mobilidade tiveram prevalência maior de fumar do que as mulheres com dificuldades de mobilidade. Fumantes com dificuldades de mobilidade também foram menos propensos a tentar parar de fumar do que fumantes sem dificuldades de mobilidade.

"As pessoas com deficiência física constituem 16,2 por cento da população e a maioria da população vai experimentar alguma deficiência física em algum momento da vida", diz Borrelli. "No entanto, a prevalência do tabagismo entre as pessoas com deficiência era desconhecida antes deste estudo. Nosso interesse particular estava em identificar a prevalência do tabagismo entre aqueles que necessitam da ajuda de algum dispositivo para se locomover. Literatura indica que aqueles que utilizam meios auxiliares de locomoção têm maiores taxas de depressão, e na população em geral, isto é associado a maiores taxas de tabagismo e a uma menor probabilidade de parar de fumar."

Borrelli focou em fumantes com deficiência de mobilidade, pois além dos riscos para os mesmos problemas de saúde relacionados com o tabagismo a que esta sujeita a população em geral, esta população está em risco de agravamento da sua deficiência e condição médica subjacente. Fumar pode agravar as deficiências físicas e as causas ou ainda contribuir para muitas doenças secundárias, incluindo dificuldades respiratórias e circulatórias, fraqueza muscular, cicatrização retardada, artrite e osteoporose. Os fumantes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) são três vezes mais propensos a desenvolverem um curso de doença secundária-progressiva.

Borrelli conclui: “Nossos dados apontam para a necessidade de futuras pesquisas investigando porque a prevalência do tabagismo é tão alta nesta população, bem como os melhores métodos de tratamento do tabagismo para esta população.” “Ainda não está claro se os tratamentos baseados que são eficazes para a população em geral são suficientes para ajudar as pessoas com dificuldades de mobilidade a pararem de fumar”, acrescentou. “Nós especulamos que os fumantes com dificuldades de mobilidade podem necessitar de tratamento mais intensivo dado os seus maiores fatores de risco para falha do tratamento, tais como altas taxas de depressão e níveis de estresse, menos atividade física e múltiplos agravantes médicos, juntamente com a elevada taxa de desemprego e baixa renda. Nesse meio tempo, praticantes devem recomendar uma combinação de modalidades de tratamento que incluem tanto apoio psicossocial que pode ser feito em casa e tratamento farmacológico”.

 

Lifespan. Traduzido livremente. Imagem: Creative Commons.

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