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Otimismo para proteger o cérebro

Otimismo para proteger o cérebro

Manter o otimismo é um recurso útil para proteger o cérebro do desgaste sofrido ao longo da passagem dos anos. Ele beneficia o raciocínio, a atenção, a fluência verbal e a memória durante o envelhecimento, segundo pesquisa divulgada na última semana pelo Trinity College Institute of Neuroscience, da Irlanda. O trabalho integra uma linha recente de estudos que abordam o peso da resposta de cada um aos desafios impostos ao corpo e à mente com o correr do tempo. Os pesquisadores usaram como base a avaliação de 4,1 mil adultos com mais de cinquenta anos sob dois aspectos: a síndrome da fragilidade (investigados pontos como a velocidade da marcha e a força motora) e as habilidades mentais. Nesse quesito, os participantes tiveram analisados seu senso de orientação, a linguagem, a atenção, a capacidade de visão e a memória. Eles também tiveram aferido se apresentavam uma visão negativa ou otimista em relação ao envelhecimento.

Os que apresentavam uma percepção positiva manifestaram o melhor desempenho. Por abordagem otimista, entende-se, entre outros fatores, ser capaz de selecionar objetivos e compensar eventuais perdas de habilidades usando meios alternativos para alcançá-los. A decoradora Regiane Ivanski, de São Paulo, usufrui dos benefícios de agir assertivamente. Aos 52 anos e cheia de planos, mantém o cérebro afiado. “Tenho uma lista de objetivos e procuro me afastar de pensamentos negativos.”

Na prática médica, começa-se a dar mais importância ao tema. “Se for preciso, o paciente é encaminhado à terapia psicológica para ajudá-lo a enfrentar o envelhecimento”, explica o geriatra Leonardo Piovesan Mendonça, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. No Rio de Janeiro, a psicóloga Mônica Portella aplica um treinamento para desenvolver o que chama de otimismo funcional. “É possível aprender a ser otimista”, diz. Deirdre Robertson, coordenadora da pesquisa irlandesa, compartilha da opinião. “A primeira coisa a fazer é reconhecer os pensamentos negativos e mudá-los”, disse à ISTOÉ.

 

http://www.istoe.com.br – 04/02/2016.

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