Células imunes no intestino podem cortar inflamação na Esclerose Múltipla.

Compartilhe este post

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter

Estudo recente revela que as células imunitárias do intestino suprimem a inflamação em animais com doença semelhante à EM

Resumo: As células imunes têm uma função dupla na EM; alguns são benéficos, enquanto outros são prejudiciais. Pesquisadores descobriram que um tipo de célula imune, chamada de células plasmáticas, é encontrada no intestino e pode viajar para o cérebro para reduzir a inflamação em um modelo de camundongo.

Antecedentes: As células B originam-se na medula óssea e têm um duplo papel na EM: alguns tipos de células B demonstram retardar a progressão da doença, enquanto outro tipo demonstrou ter efeitos inflamatórios prejudiciais. Onde diferentes tipos de células B se originam, e como eles contribuem para a doença permanecem questões não respondidas.

Objetivo: Uma equipe de pesquisa, liderada pela Dra. Jennifer Gommerman , professora de imunologia da Universidade de Toronto, teve como objetivo compreender as origens de um tipo de célula B chamada de plasmócitos e seu papel na EM. Os resultados foram publicados recentemente no renomada revista Cell .

Os resultados: Usando um modelo animal de esclerose múltipla, a equipe de pesquisa descobriu que as células plasmáticas encontradas nos intestinos mudam seu comportamento quando interagem com micróbios que residem no intestino e produzem um anticorpo chamado imunoglobulina A (IgA). Com base em estudos anteriores, sabe-se que as células plasmáticas produtoras de IgA têm a capacidade de reduzir a inflamação. Uma ruptura nas paredes intestinais permite que estas células do plasma migrem do intestino para o cérebro e aumentem a resposta anti-inflamatória. Para testar a aplicabilidade desses achados em humanos, os pesquisadores examinaram as amostras de fezes de pessoas com diagnóstico de EM e descobriram um nível reduzido de IgA, o que significa que essas células antiinflamatórias foram recrutadas para ajudar a combater a esclerose múltipla. Dando um passo adiante.

Comentário: No geral, os pesquisadores descobriram que as células plasmáticas que viajam do intestino para o cérebro têm a capacidade de reduzir a resposta inflamatória em modelos animais de esclerose múltipla. Esta descoberta-chave levanta questões importantes, como se um determinado estilo de vida ou alimentos específicos podem criar um ambiente intestinal que permita o florescimento de células plasmáticas e reduzir a inflamação em humanos vivendo com esclerose múltipla, ou pode ser desenvolvida uma abordagem terapêutica que ampliaria o número de plasma células no intestino para reduzir a inflamação no sistema nervoso central.

Fonte – Multiple Sclerosis Society Canada – Traduzido e adaptado – Redação AME.

Explore mais

Imagem com fundo cinza, à esquerda, o mapa do brasil pontilhado em tons amarelos e azuis. No canto inferior, à esquerda, em letras azuis "Por dentro do CNS", uma faixa amarela larga por trás das siglas "CNS" se prolonga até o canto inferior direito, onde tem escrito, de azul "ABR."
Conselho Nacional de Saúde

Por dentro do CNS: Abril

Em abril tivemos diferentes atividades dentro do CNS – Conselho Nacional de Saúde, entre elas, representamos o conselho na Audiência Pública sobre VACINAÇÃO CONTRA COVID-19