Desafios e expectativas em um ano de pandemia

Olhos apertados fitam a câmera. Pessoa está com touca branca, máscara branca que tapa o rosto todo, menos os olhos, e face shield.

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Depois de um ano inteiro vivendo sob o medo e a incerteza da pandemia, os desafios vão se modificando. Muita coisa a gente já se habituou, como o uso de máscaras e distanciamento, outras coisas são mais difíceis como o isolamento da família e amigos, o famigerado ensino remoto e crianças presas dentro de casa e outros desafios vão surgindo com o prolongamento dessa crise sem fim, como o aumento significativo de casos de ansiedade e depressão.

No mesmo momento em que comemoramos a chegada das vacinas e vivemos a expectativa de recebê-la, também vemos um agravamento da situação de contágio, com colapso de atendimento em hospitais em quase todas as regiões do país.

Os desafios do momento

Neste momento, o que considero o maior desafio é lidar com o descrédito de uma maioria diante da gravidade do que enfrentamos. Alguns por se permitirem acreditar em fontes obscuras de informação, outros por ideologia política, muitos por canalhice mesmo. Essa “guerra de informação” é exaustiva e desesperadora. É o que mais me preocupa no atual momento, o que mais colabora para o agravamento da minha crise pessoal de ansiedade e depressão. Perdi totalmente a minha visão romântica de que a humanidade se tornaria melhor depois de tudo isso, que nos uniríamos enquanto seres humanos na busca de soluções coletivas. Como já dizia Thomas Hobbes (1588-1679), autor do clássico Leviatã, o homem é o lobo do homem. A humanidade é essencialmente má, egoísta e mesquinha e na ausência de regras claras e uma direção única a seguir, estamos caminhando a passos largos em direção da barbárie e da autodestruição.

As expectativas

Mas mesmo vivendo esse momento de profundo desalento, ainda mantenho acesa uma faísca de otimismo. Tenho a expectativa de que a vacina seja amplamente aplicada e nos mantenham minimamente seguros ao ponto de podermos voltar a viver em sociedade sem tanto medo. Ao menos do vírus Sars-Cov 2, já que o vírus da ignorância e do egoísmo parecem já terem se disseminado de forma irreversível. Contrabalanço momentos de desesperança e tristeza com outros de aprendizado e novas expectativas. Sigo fazendo minha faculdade e nela aprendo muito mais do que as disciplinas da administração. Arrisco-me a dizer que aprendo muito menos sobre administração e muito mais sobre mim mesma. Tem sido uma jornada muito difícil, mas interessantíssima.

Conclusões

Chego ao final deste texto com a conclusão de que eu devo cuidar de mim e dos meus, porque não posso esperar isso de ninguém. Também concluo que devo seguir me preocupando com o outro, porque não quero que o meu desencanto com a humanidade me torne uma pessoa amarga e egoísta, Resisto aos dois vírus mortais do momento com todas as minhas forças,

Espero sobreviver aos dois.

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