Um dia após o outro

Olá pessoal! 

Pois então, a coisa andou feia por aqui. Depressão, angústia, surto, internação… O repertório de coisas ruins acontecendo  foi bem grande. 

Mas como não há bem que nunca acabe, tambémnão hámal que sempre dure. Nada como um dia após o outro e um bocadinho de paciência e os ventos mudam, a gente ajusta as velas e segue navegando. 

Depois da pulso, logo comecei a melhorar. Ainda não estou bem, o braço esquerdo ainda está dormente e meu ombro dói bastante, mas perto do que estava, tá ótimo! 

Nesse final de semana, apesar de ainda estar me sentindo bem ruinzinha, cumpri com um compromisso previamente acertado, do qual até pensei em desistir, mas pra não deixar os amigos na mão e contando com uma valiosa ajuda de outros, fui. 

Passei três dias ajudando na realização de um encontro de casais de nossa paróquia, e foi maravilhoso. 

Obviamente, me poupei ao máximo, além do surto ainda estava "curtindo" os efeitos colaterais da pulso que como vocês sabem, não são poucos, mas me envolvi, ocupei a cabeça, encontrei amigos, fiz novos amigos, me envolvi, me diverti, refleti, rezei, fiz de tudo um pouco. 

Todos os anos nos envolvemos nesses encontros e por mais trabalho e cansaço que dê, é sempre uma oportunidade de nos envolvermos juntos, como casal, por algo que não sejam nossos próprios problemas e demandas.  

Nos aproximamos um pouco mais de Deus, que andávamos afastados, e isso nos faz bem também.Enfim, ofim de semana foi um bom remédio para o meu corpo, minha alma e meu casamento (porque né, precisa de cuidados também). 

Somos católicos e essa é uma história que nos faz bem. Não quero com ela dar receita à ninguém, muito menos dizer que a minha é a melhor solução para os problemas de todos.

Cada um tem a sua fé, suas crenças ou até mesmo a total falta delas. Mas a gente precisa se apegar em algo, se envolvercom alguma coisa que nos leve pra longe de nós mesmos. Religião, hobby, estudo, leitura, dança, trabalho voluntário… Cada um tem sua fórmula para ser feliz, uma ou várias coisas que nos deixam mais leves, nos distraem de nossas preocupações.

Eu costumava me envolver muito nas coisas da igreja, mas por causa das crianças fui deixando um pouquinho de lado cada vez mais. Esse final de semana e tudo o que aconteceu nele, serviu como um puxão de orelha, me lembrando do que me fazia bem.  

E você, o que faz para ser feliz? Já tem sua fórmula? Pense bem sobre isso e lembre: nada como um dia após o outro. Tudo pode estar muito ruim hoje e amanhã estar melhor. Não desanimem! 

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