Negação e aceitação

Olá queridos, tudo belezinha?

Primeiro queria agradecer à todos pelo carinho que me dedicaram depois do meu último post (se ainda não leu, clica aqui) e dizer que desabafar minhas angústias e receber o carinho de vocês fez toda a diferença. Obrigada mesmo!

Mas eu, logo eu, que sempre falo na importância da aceitação para que a adaptação necessária aconteça de forma mais rápida e com o mínimo de sofrimento, entrei em negação.

A depressão profunda que me abateu nos últimos tempos já era um sinal de que um surto estava a caminho. Não sei vocês, mas eu sempre tenho esses sinais pré-surto. E estavam todos ali, na minha cara.

Depois, quando meu braço amanheceu pesado, eu pensei logo em contratura muscular. Não há de ser surto, logo pensei, dando todas as desculpas possíveis para não ser, mas até aí podia não ser mesmo.

Mas a coisa foi piorando, o braço foi morrendo, eu sentia muita dor e o que tava fazendo em casa não estava surtindo nenhum efeito. Resolvi ir na emergência do nosso hospital aqui de Cachoeira. Outra prova de que eu nem cogitava surto ou teria ido direto à Porto Alegre.

Na emergência, a plantonista me deu um remédio pra dor mas me encaminhou pro neuro. Pensei que não custava nada, mas que ia demorar mais pra ir embora.

Eis que o neuro me examina e encasqueta em fazer uma ressonância, pra isso eu teria que internar pois pelo SUS essa é a única maneira de se agilizar exames. Aceitei muito contrariada, mas de outra forma ele não iria me medicar e eu estava com muita dor e mal estar.

No fim das contas, ele estava certo. Lesão ativa na cervical. Atingiu meu braço esquerdo que até semana passada era meu braço bom. A trilha sonora nesse momento é Maysa cantando: Meu mundo caiu e me fez ficar assim…” Drama mode on.  (Pra quem não conhece a música, entenda o nível do drama no clipe logo abaixo do post.)

Me sinto frustrada. Estava há um ano e meio sem surtos e com exceção do surto de 2005 quando descobri a EM, todos os outros surtos que tive foram leves, esse de agora tá sendo barra pesada.

Agora chega de drama! Depois de 4 dias internada, duas ressonâncias, oitocentos furos nos braços na tentativa de puncionar minhas veias que resolveram se esconder, já iniciei a pulso e já estou em casa. Sei que ainda tenho que enfrentar pelo menos uma semana de efeitos colaterais da pulso e eles são cada vez mais horríveis, mas que logo estarei bem. Já não sinto tanta dor e já consigo controlar melhor o braço, movimentar ele devagar e aos poucos mesmo que ele ainda esteja dormente.

Bola pra frente. Mudar o foco. Chega de negação, a EM estava quietinha demais e EM é igual criança: quando o silêncio é muito, certeza de que tá aprontando algo. Agora a hora é de aceitação. E mais uma vez, superação.

Conto com o apoio de vocês! Lembrem sempre: Juntos Somos Mais Fortes!