Fadiga, instabilidade e visão dupla

Olá, amigos múltiplos!

Eu sempre gosto de postar notícias bacanas, mas dessa vez os sintomas voltaram de forma mais agressiva. Não sei se porque estou com infecção urinária – é sabido que qualquer infecção pode simular surto – ou se estou em surto propriamente. Fato é que quinta-feira farei ressonância de quadril e bacia. As dores que sinto nem são agudas, mas são persistentes. O pior para mim é parar meus treinos (Yoga e caminhada) – o calor em Saquarema está muito alto e meu corpo pede frio e água o tempo todo…

Como estou lidando com isso?

Bem, nada fácil! Vinha em um processo muito ascendente e essa recaída me deixou bem abalada. Ganhei um livro lindo, de um casal de hóspedes, que está sendo companheiro das minhas noites – mesmo com uma leitura lenta e dolorida para mim. Não tenho religião, sou devota de Maria, mas esse livro – embora evangélico – está me dando muito conforto. Trata-se da história de Spurgeon, um pastor do séc. 19, conhecido como “príncipe dos pregadores”, que precisou afastar-se de suas atividades pastorais por diversas vezes em função de doenças – gota e reumatismo, e, posteriormente, insuficiência renal crônica. Ainda estou lendo, mas gostando bastante de acompanhar a fé, a perseverança e a força desse homem! Os portadores de doenças crônicas, auto-imunes, podem se identificar com a luta de Spurgeon; foi meu caso!

O que estou fazendo por mim, nesse momento?

Minha filha Lorena escreveu o seguinte para mim, na manhã de hoje: “Parece que você se odeia. Pensa o que pode fazer com que você fique mal e faz”. Referindo-se a mim, por estar obcecada pela limpeza da casa – tenho dois cães que dormem comigo e por isso preciso manter a casa sempre higienizada. Essa frase dela me fez pensar bastante… Eu acreditava que bastava estar voltada para as atividades físicas, medicamentos e alimentação que estava okay. Mas não está; é mais que isso… Estou em uma batida puxada em casa. Tornei-me uma dona de casa muito exigente e recentemente ficamos sem a nossa colaboradora doméstica, por motivo de saúde. Não queria ninguém além da Elizangela conosco, por isso decidi absorver o trabalho dela. Não tenho mais saúde para isso. E preciso aceitar. O gasto extra é enorme, mas preciso dele nesse momento. Dei o primeiro passo! Aceitei a crítica.

Outra coisa importante: eu não sei explicar direito, mas o meu desequilíbrio não é só motor. Meus pensamentos parecem flutuar… Sei lá… Sempre fui meio lunática mesmo…

Foi um desabafo… é bom conversar com quem sabe escutar a nossa fala…