Compartilhando minha história

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Olá, lindezas. Tudo bem com vocês?

Hoje eu vim compartilhar minha história.  

Chamo-me Larissa. Fui diagnosticada com Esclerose Múltipla em 2014 e estou aqui para dividir com vocês como a EM acabou me levando a se tornar empreendedora e, também, como ela me limita nesse importante papel ocupacional.

Sou Terapeuta Ocupacional. Formei-me em 2018, quando estava grávida do meu filho, 💙  e me dediquei exclusivamente à maternidade até o início de 2020, quando decidi sair à luta em busca de qualificações e trabalho na profissão.

Mas nesse momento surgiu a COVID 19 para acabar com os planos de muita gente. Eu, como muitos, precisei me reinventar e me adaptar…

Minha prioridade passou a ser trabalhar em casa e com segurança.

Inicialmente me dediquei ao design gráfico e marketing digital.

Ao mesmo tempo, também estava montando meu “enxoval” e nada me agradava. Os panos de copa não se adaptaram ao meu gosto refinado (risos) e então resolvi eu mesma produzi-los com a minha cara. Posteriormente, surgiu a oportunidade de comercializá-los… e deu muito certo, para minha felicidade.

A ideia inicial era custear o plano de saúde e o tratamento da EM.

Porém, em dezembro de 2020 meu filho recebeu diagnóstico de Autismo…

Não vou mentir para vocês… Eu balancei, mas logo “sacudi a poeira” e o que antes era algo para “ajudar” a custear o meu tratamento, acabou virando a principal forma de tornar possível as terapias essenciais do meu pequeno Otto.  

A Pano e Estilo é uma empresa que iniciou personalizando panos de copa e jogos americanos. Em seguida, expandiu para canecas, copos e taças personalizadas.

Por ser uma novidade e ser feito com muita dedicação, o empreendimento felizmente está obtendo sucesso. O aumento da demanda acabou exigindo cada vez mais de mim, deixando-me fadigada e com sintomas, levando-me, muitas vezes, a precisar parar e, consequentemente, atrasar algumas entregas.

Mas por eu ter um dialogo sempre aberto com minhas clientes, através das redes sociais, nunca tive problema com isso. A maioria é solidária e sabe que muitas vezes vou precisar de um prazo maior para finalizar a encomenda.

Quando a fadiga aparece, por exemplo, não adianta eu querer forçar. Muitas vezes eu tentei, mas acabei errando, perdendo o produto e intensificando os sintomas.

Então aprendi que não adianta forçar, que preciso respeitar meu tempo e, principalmente, o meu corpo.

Trabalhar em casa, com meu filho por perto é ótimo e a minha empresa me proporciona isso. Eu sei que parece clichê, mas se não fosse pela EM, talvez não tivesse descoberto essa possibilidade na minha vida.

Mas nem tudo é flores, como comentei. Todos nós temos as nossas dificuldades, mas a gente vai aprendendo diariamente a conviver com elas.

Acabei ensinando o meu marido a realizar o que eu faço, para que nos momentos em que eu não puder produzir, ele possa me auxiliar.

Mas também tem os momentos em que estou com bastante energia e tudo flui tranquilamente. A vida é assim, com seus altos e baixos, não é mesmo?

Nesses momentos eu aproveito para produzir e fazer “dancinhas” nas redes sociais, mas sempre com cautela para não fadigar novamente…

Tudo é fases, mas com o tempo a gente aprende a usufruir os dias bons, mas também se preparar para os dias “ruins”

E seguimos assim…

Ainda estou aprendendo a lidar com a EM e suas “exigências”, mas ela virou minha vida de pernas pro ar e me mostrou um horizonte a seguir.

Mas desistir não é algo que está nos planos, eu posso precisar parar uns dias, sim, (sou teimosa demais para desistir),mas recarrego as energias e sigo em frente por mim e pela minha família, pois o amor é um combustível que me faz seguir.

Até breve,

@cotidianodalari @panoestilosm

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