Inesperados da vida

Hoje, venho aqui para falar dos inesperados da vida. Eu destaquei duas coisas que me aconteceram e que mudaram significativamente meu modo de viver, a saber: a EM e o Amor (um cão que eu adotei). Leia mais sobre isso.

A EM foi do tipo: morri e nasci novamente. Já falei sobre isso aqui várias vezes. Evidente que ter uma doença grave e sem cura não é legal. Mas foi para mim! Lidar com os “inesperados da vida” requer sabedoria. No início foi complicadíssimo, mas depois me dei conta que a minha vida tinha mudado para melhor. Apesar da doença, eu estou mais saudável. Cuido mais de mim com muita dedicação e carinho. Tenho uma rotina bem bacana, mudei-me para um lugar mais tranquilo, faço Yoga regularmente – Saiba mais – e visito minha neurologista de três em três meses. Tenho limitações, mas quem não têm?

O Amor foi abandonado por ter mordido o bebê de um casal. As pessoas que estavam onde ele, acuado, não deixava ninguém se aproximar, disseram que um carro abriu a porta e mandou que ele saísse. Amor correu atrás do carro até cansar. Eu passeava com a Amora – cadela que adotei de um abrigo de cães -, que na ocasião tinha quatro meses e estava entrando no primeiro cio, o que foi determinante para que ele me deixasse aproximar. O peguei no colo e levei para casa, certa de que conseguiria quem o adotasse, e arrumei: eu! Esses “inesperados da vida”! O Amor realmente não gosta de criança, de idosos, nem de gente ou qualquer outro animal de qualquer idade. Ele só gosta da gente e da Amora! É mau igual ao Pica-Pau e ao mesmo tempo, amoroso, carinhoso, dengoso, mas só conosco.

Esses dois inesperados bagunçaram minha vida de forma tão bacana que a destruição das bainhas de mielina e do apartamento (causada pelos filhotes) virou obra de arte – uma na minha casa interna e a outra na externa.  E, gente… ambos – a EM e o Amor – não gostam de confusão, de tumulto. Eles foram dois dos inesperados mais maravilhosos! Se doente eu me tornei saudável e se um cão feroz foi capaz de me amar incondicionalmente, o que mais posso devolver à vida se não coração aberto para viver o que ela me trouxer?! Tudo, absolutamente TUDO, tem o lado bom e o ruim. Eu aprendi a focar na experiência boa! E assim vou percorrendo meus caminhos…

“A atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença” (Winston Churchill)