Bariloche com EM

Oi pessoal, vocês lembram da Elisabete e do Leo, que em 2015 foram pra Portugal? Pois olhem só por onde eles foram se aventurar em 2016 e nos contam aqui essa linda viagem:

Bariloche

Em 2016 escolhemos um roteiro diferente para a primavera : Bariloche, na Argentina. O clima é bem ameno nessa época do ano.

Nada de esquiar, pois já relatamos as dificuldades do Leo e elas não combinam com sky rsrs.

Logo ao chegar à cidade percebemos que teríamos algumas dificuldades pois no terreno é muito acidentado. Não é fácil empurrar uma cadeira de rodas em declives. 

Quase não há rampas nas calçadas e a opção era andar mesmo pela rua.  As calçadas eram quase sempre quebradas e com degraus, isso mesmo: degraus.

Mas não deixamos nos vencer pelas dificuldades.  Apesar de irmos com a cadeira pelas ruas,  fomos muito respeitados e auxiliados: os motoristas sempre paravam para atravessarmos, independente de faixa de segurança, já que são quase inexistentes na cidade.

A rua principal do centro, Calle Mitre,  estava em obras mas  em breve se tornará um calçadão amplo e sem problemas de acessibilidade. 

A Galeria Del Sur fica nessa rua e tem rampas mas… o acesso ao banheiro só é possível após subir uma longa escadaria.

Quanto aos passeios vimos que não há preparo algum para PNE mas com a boa vontade dos guias e motoristas realizamos passeios incríveis e imperdíveis: 

Sete Lagos : um longo passeio de 2 horas mas que vai parando ao.longo do caminho para conhecer 7 lagos lindos da região; 

Circuito Chico: feito de teleférico até o Cerro Campanário: incrível.  Não se preocupem pois os funcionários param o teleférico para facilitar a subida e ainda colocaram a cadeira de rodas em outro teleférico para que pudéssemos passear no Cerro. Nota 10. Visual lindo e receptividade excelente. 

Ilha Victoria: feito de barco. Os funcionários ajudam para embarcar. Mas o Leo desceu da cadeira e andou um trecho pois havia degraus na embarcação.  Mesmo assim, foi bem tranquilo.  Há 2 pontos de parada e é possível desfrutar dos dois. Não é possível fazer o circuito completo no Bosque mas não deixem de descer pois dá para aproveitar bem e conhecer a beleza do local. 

Cerro Tronador : algumas partes são possíveis com a cadeira.  O visual é lindo. Não é possível fazer a trilha que leva até a queda d'agua mas vale a pena pois mesmo de longe é possível desfrutar da linda paisagem.

Apesar das dificuldades com o acessibilidade, é um roteiro que pretendemos fazer novamente. 

Fechamos os passeios diretamente em Bariloche; há muitas agências lá  e vale a pena negociar o valor e tem que deixar bem claro que vai um PNE junto e uma silla de rodas, sempre é  bom saber como se diz cadeira de rodas no país que você vai visitar. Em espanhol: silla de rodas!

Não indicamos fazer com agência caso dependam 100%de cadeira de rodas, pois os passeios são feitos com van.

Viajamos pela Aerolineas Argentinas e estão muito preparados para receber PNE.

Contamos com o apoio do meu pai e de uma tia nessa viagem, nos acompanham nos passeios e ajudam a empurrar a silla, rsrsrsrs. A presença da família é sempre importante para nós! 

Indicamos os roteiros.  A cidade é linda e o povo solidário. Aproveitem,  há muitas opções de passeio e a comida da região e os chocolate são deliciosos.