ECTRIMS: tabagismo, progressão da EM e Covid-19 longa

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Parar de fumar pode retardar a progressão da Esclerose Múltipla (EM). E algumas pessoas com EM podem ter maior probabilidade de ter ‘Covid longa’ se tiverem Covid-19. Estas são duas das conclusões de pesquisas apresentadas na conferência do ECTRIMS.

 

Em meados de outubro de 2021, cientistas de todo o mundo se reuniram virtualmente para a ECTRIMS – a maior conferência internacional anual sobre ciência básica e clínica de EM.

Pesquisadores usando dados do Register de EM do Reino Unido, financiado pela MS Society, levaram uma grande variedade de descobertas para a conferência. Este é o primeiro registro do mundo, para qualquer condição, a combinar informações de pessoas sobre EM com dados clínicos e do serviço de saúde nacional do Reino Unido (NHS). É um recurso inestimável para os cientistas entenderem melhor a condição.

Aqui vai um resumo dos estudos apresentados.

Tabagismo e deficiência na progressão da EM

Parar de fumar pode diminuir a taxa de progressão da deficiência na EM.

Com a análise dos resultados dos questionários sobre como as pessoas com EM sentiam que a condição estava afetando atividades como andar, equilíbrio e capacidade de carregar ou segurar coisas, pesquisadores puderam comparar as pontuações entre quem era fumante e os que não tinham o costume de fumar.

Descobriram que quando as pessoas com EM param de fumar, a taxa de piora de sua deficiência diminui, igualando-se às taxas das pessoas que nunca fumaram.

É importante entender que isso não impede o agravamento da deficiência, nem reverte qualquer dano que já esteja lá. Parar de fumar está associado a uma desaceleração na taxa de progressão da deficiência – em outras palavras, a rapidez com que alguém se torna mais deficiente.

Covid longa e EM

Pessoas com EM que têm ansiedade, depressão ou deficiência física podem ser mais vulneráveis ​​à Covid longa. Os pesquisadores analisaram os dados sobre quanto tempo as pessoas demoraram para se recuperar do Covid-19. Descobertas:

  • pessoas com ansiedade ou depressão pré-existente tinham 40% mais chances de ter uma recuperação prolongada da doença. E isso pode ser devido ao estresse e ao funcionamento do sistema imune;
  • pessoas com EM que usam cadeira de rodas tiveram 40% mais chances de ter uma recuperação prolongada;

Os pesquisadores também observaram que mais pessoas tiveram sintomas de Covid-19 por três meses ou mais, em comparação com um estudo semelhante de pessoas sem EM.

Os pesquisadores acreditam que as pessoas com problemas crônicos de saúde, onde os sintomas são semelhantes aos sintomas de Covid-19 de longo prazo, podem ser mais vulneráveis ​​aos efeitos dessa forma de Covid. Por exemplo, a fadiga é comum entre pessoas com Covid longa e também é comum na EM.

É realmente importante que a pesquisa sobre o Covid longa inclua as pessoas mais vulneráveis, para que os profissionais de saúde sejam informados sobre o apoio que as pessoas podem precisar.

Sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Katie Haylor

 

Tradução e adaptação: Redação AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose

Fonte: MS Society

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