Diagnóstico, rótulo ou sentença de morte?
Quando uma pessoa na sua vida, assim, sem esperar (na verdade, ninguém espera por isso) recebe o diagnóstico de uma doença sem cura, a primeira sensação é de alívio. Sim, alívio.
O caminho percorrido até o diagnóstico final é longo e tortuoso. Então, esse labirinto de peças consiste em idas e vindas em consultas médicas, exames complexos e difíceis de executar. Logo surge uma profusão de dores que não entendemos, negligenciamos e não identificamos.
Enfim, ele vem: o tal do diagnóstico, um rótulo, um nome para o seu algoz. Agora, por fim, é possível travar batalhas contra o palpável. Mesmo que sejam batalhas claudicantes, você tem contra quem “lutar”.
Depois de algum tempo, você não lembra mais quem é, de onde veio. É um turbilhão, quase uma maratona. Você quer correr rápido por todos os caminhos. Então procura uma saída, embora saiba que não existe chegada, só partida.
Uma sentença? mas o tempo passa…
Aí, o tempo passa e você precisa voltar a viver e não sabe como. Esse momento é crucial, como uma guinada. A partir daí, precisamos deixar de olhar o adoecimento como um evento separado da vida e inseri-lo na nossa construção bibliográfica. Isso muda nossa concepção do adoecimento.
O campo médico científico estabelece definições para classificar sintomas, doenças e posteriores tratamentos, mas e quando essas definições passam a classificar o que somos? Quando as pessoas passam a se classificar em diagnósticos para produzir uma “bioidentidade“.
Em resumo, a “bioidentidade“, quando associada a diagnósticos, pode impactar significativamente a identidade pessoal de um indivíduo, influenciando não apenas como eles se veem, mas também como interagem com o mundo ao seu redor. É importante que essa definição não limite a pessoa a um rótulo, mas que, ao invés disso, seja vista como uma parte de sua experiência de vida e um ponto de partida para buscar saúde e bem-estar.
Esse é o meu texto de estreia. Me siga em @maika.lois para me conhecer mais!