Insegurança financeira

Em tempos de pandemia, distanciamento social, restrições ao funcionamento de diversas empresas, perdas de emprego e renda, a insegurança financeira de boa parte da população veio à tona. Nunca os invisíveis foram tão visíveis como agora.

Pessoas que “se viram nos 30” em condições normais, que tem trabalhos informais, estão indefesas agora. Se a informalidade permite a muitas pessoas uma renda básica em tempos normais, nesse momento os deixa completamente vulneráveis.

Quando o governo lançou o programa de auxílio emergencial visando essas pessoas, nem eles tinham noção do tanto de gente que está sem qualquer renda agora ou que teve sua renda muito reduzida.

Como está sendo pra mim

Assim como o isolamento social, ao qual falei no post anterior (AQUI), a insegurança financeira também não é novidade por aqui. Sempre tivemos dificuldades, mas quando precisei parar de trabalhar, ficou ainda mais complicado. Tem épocas que dá uma melhorada, a gente respira mais aliviada, mas de um modo geral é um aperto só.

Mas não nos falta o básico. Apesar de momentos muito difíceis, também somos privilegiados porque temos família e amigos que nos ajudam muito, porque temos uma boa casa pra morar, pequena, cheia de defeitinhos e coisas pra arrumar e melhorar, mas que é melhor do que muita gente pode ter e temos alguns pequenos confortos, adquiridos com muito sacrifício. Mesmo assim, tem momentos que são desesperadores. Apesar de ambos termos direito, nem eu nem o marido conseguimos ainda o tal auxílio emergencial.

O que ajuda

Pra nós aqui, ajuda ter família e amigos e disso estamos cercados e bem servidos, graças! Mas de um modo geral, ajuda ser solidário. E existem diversas maneiras de fazer isso. Por exemplo: compre preferencialmente dos pequenos comércios. Ajude seus vizinhos, as pessoas mais próximas de você, comprando seus produtos ou utilizando os seus serviços, essa é a melhor ajuda! Compre do comércio local. Compras pela internet nunca foram tão fáceis e até necessárias, mas é comprando no comércio local que você favorece a sua cidade com impostos que irão permitir a manutenção no momento da crise e o restabelecimento após. E comprando no comércio local, utilizando os serviços locais que você vai favorecer para que o dinheiro circule localmente e ajude quem mais precisa próximo de você.

Evite desperdícios, inclusive de dinheiro, comprando somente o que você precisa. Em última instancia, doe o que tem de sobra, o que não usa mais, que não precisa. Se puder, participe de ações solidárias, veja o que está sendo feito aí perto de você e ajude. Por exemplo: uma amiga de Volta Redonda/ R J participa de uma ação solidária confeccionando máscaras, com material e insumos doados pela comunidade. As máscaras são doadas em troca de alimentos não perecíveis que são doados para famílias carentes.

Confira o projeto aqui: Projeto Caridade em Ação.

Vê que rede bacana? O tanto de gente que pode ajudar e de maneiras tão diferentes? Por certo tem algo parecido acontecendo aí pertinho de você. E se não tem, que tal começar?