Independência ou morte!

Reza a lenda de que essa foi a frase gritada por D.Pedro à margem do Ipiranga quando declarou o Brasil independente de Portugal.

O Brasil é hoje um país soberano em suas escolhas, mas depende sim de um comércio exterior, de fundos e de boas relações internacionais para continuar existindo como país.

Eu sempre quis ser livre, independente. Esse talvez tenha sido o principal ponto de conflito quando recebi o diagnóstico de EM. Soube de imediato que a liberdade, como eu a idealizava, tinha ido para o espaço. Foi difícil aceitar.

Declarei minha independência muito cedo, quando comecei a trabalhar aos 13 anos para ter meu próprio dinheiro. Fiz minhas escolhas, dei minhas cabeçadas na vida, mas sempre persegui uma vida livre, independente, na qual não precisasse de ninguém. Nunca cheguei a alcançar totalmente esse objetivo e o diagnóstico foi um decreto oficial de que jamais alcançaria.

O que me fez deixar de lado essa frustração, não sem muita luta interna, foi a constatação de que ninguém é totalmente livre. Todos dependemos de alguma forma de alguém e de algumas coisas para viver.

Essa ideia de que uma pessoa livre pode ir onde quer, a hora que quer e fazer o que bem entende é uma enganação. Algumas pessoas podem ter bem menos amarras do que outras, mas todo mundo tem algo que o prende, limita. Por mais desprendida que a pessoa seja, independente emocional e financeiramente, ela em algum momento se sentirá presa por algo ou por alguém. E isso não é ruim!

Essa constatação é que foi libertadora!

A luta hoje é pela independência possível. Uma luta mais real e com muito mais chances de êxito!

Há cerca de um mês, escrevi no meu blog Uma Mãe Esclerosada um post intitulado “Foco nas capacidades” em que falo de algo bem parecido. Para sermos felizes, precisamos concentrar nossas energias naquilo que nos faz bem, em fazer aquilo que somos capazes de fazer, em sermos tão livres e independentes quanto nos for possível. Ficar remoendo os nossos “nãos”, é fechar os olhos, o coração e a alma para todos os “sim’s” que a vida ainda pode nos dar.

Então meus amigos, nesse dia em que o Brasil comemora a data simbólica da sua Independência, vamos também dar nosso grito: – Independência ou morte! E declarar nossa independência dos nossos sentimentos negativos, das nossas preocupações com aquilo que não podemos fazer ou ter, das nossas angústias, dos nossos medos. Soltar essas amarras que nos prendem ao passado, àquilo que não pôde ser realizado. Vamos ser livres, o tanto que pudermos ser! Sejamos soberanos em nossas escolhas. E “bora lá” escolher ser feliz minha gente!

 

Abraços.