AUTO ESTIMA NA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Oie meus amigos múltiplos tudo bacaninha com vocês?
Estive refletindo esses dias, sobre um assunto que mexe muito com a gente, principalmente nós mulheres.
Esclerose múltipla e a estética?
Como fica a nossa auto estima, depois de receber o diagnóstico?
Bem, me lembrei que o ano em que me senti pior e nem sabia que era EM, a minha auto estima estava muito baixa. Eu me sentia tão cansada que não tinha energia para me movimentar muito. Acredito que meu metabolismo ficou estacionado por um bom tempo. Então, foi o período que pesei mais em toda minha vida. 
Para quem pesava 55,5 fui parar no 68 kg. Isso piorava ainda mais a minha vida.
Não conseguia sair de casa de tanta tontura, canseira e mal estares que tinha, ainda quando me olhava no espelho, não reconhecia aquela pessoa.
Depois as coisas foram se acertando, e até o início de um medicamento que uso até hoje, me ajudou a começar a perder peso, o antidepressivo.
Nos primeiros momentos de descoberta da EM, sentia umas dores esquisitas. 
Relatei ao médico, uma dor no maxilar, dor na testa, sentindo o osso doer.
Foi quando ele me receitou esse antidepressivo, para ajudar nessas dores, e ajudou mesmo.
Só que durante todo um período de tratamento, são muitos altos e baixos que enfrentamos por causa da EM e da saúde.
E foi aí que fiquei pensando, são muitos medicamentos que usamos. No meu caso, tomo 7 durante o dia e uso o DIU Mirena que é com hormônio.
Então refleti, nossa estética é uma das primeiras coisas que acabamos deixando pra trás quando nos preocupamos com a saúde. Afinal o que interessa é estar saudável.
Uma coisa está juntamente ligada à outra.
Porém, quando você precisa tomar um remédio, pra isso, dois pra aquilo, mais um pra outra coisa e assim por diante, você nem lembra como os efeitos colaterais podem mexer com a sua auto estima. Não só a parte psicológica, mas a fisiológica mesmo.
Por exemplo, usava a injeção de Copaxone e nunca havia pensado nisso. Mas quando mudei pro Gilenya, a pergunta que mais encontrei na internet era se o remédio engorda.
E não, ele não engorda e no início até perdi um pouco de peso, mas, ele pode ocasionar quedas de cabelo. E vamos combinar, que é uma sensação terrível, perceber que seus cabelos estão caindo e nada de nascer de volta.
Tive uma experiência bem mais marcante do que com o Gilenya, que foi quando fiz duas pulsos com ciclofosfamida. A médica que me acompanhou na época, explicou que meu cabelo iria cair, mas eu não chegaria a ficar careca.
Confesso que não acreditava que não ficaria careca, eram tufos e mais tufos que caiam da minha cabeça. Por isso, super entendi as pessoas que raspam o cabelo quando esse começa a despencar, é uma sensação horrível. 
Depois ainda houve a tentativa de usar o Azatioprina, que não deixava meu cabelo renascer e ainda caía os pelos do corpo.
O cabelo ficou fraquinho com todos esses medicamentos.
E com o Gilenya não foi diferente, no início, meu cabelo caiu, ficou fino e fraco. 
Meu cabeleireiro e amigo me explicou que esses medicamentos tem que tirar nossas vitaminas de algum lugar que não seja vital à nós, então nossos cabelos e unhas são os primeiros a sentir. 
Quando o susto do diagnóstico, o choque e a raiva passam, acostumamos com a realidade, de se ter uma doença crônica. Percebemos que teremos que lidar com  algo que vai mexer com toda a nossa estrutura, desde a auto estima de talvez não conseguir fazer as mesmas coisas como antes, até aquela que diz respeito a beleza exterior.
Sem o anticoncepcional e colocando o DIU, minha pele ficou muito oleosa e fiquei com uma carinha de adolescente, não bonitinha, mas cheia de espinhas. E o mirena foi uma decisão dos médicos para melhorar minha qualidade de vida, porque eu, meu periodo menstrual e a EM éramos um filme de terror. 
Posso dizer que melhorei bastante, mas ganhei de presente umas costas lotadas de pintas vermelhas, cravos e espinhas também.
Ainda estava tomando complexo vitamínico B pra EM e minha dermatologista, disse que é um veneno pra minha pele, que é óleo puro.
Ou seja, espinhas mil, pra cuidar da EM, porém ajudou muito no meu cabelo, cresceu e ficou mais forte.
E é assim a cada medicamento, sempre nos dará algum efeito colateral, muitas vezes, nada de estético mas muito chatos. Sem falar do estrago que os corticoides nos fazem e também tem a parte estética. Ficamos inchadas, com cara de bolacha por um bom tempo, pode causar estrias e gorduras localizadas. Um horror, além de todas as sensações terríveis e psicológicas de saber que temos que passar por mais essa.
Não podemos deixar que todos esses "ajudantes" que são os medicamentos, derrubem à nossa auto estima! Depois de mais de um ano e meio com o Gilenya, meu cabelo voltou a crescer, encher, está forte e bonito.
Se não dá pra fazer as coisas como fazíamos, o mais importante é não deixar de fazer nunca.
Fazer as coisas que gostamos, que nos dê alegria, nos deixa felizes, alimenta nossa auto estima. Procurar se cuidar, com uma alimentação saudável, sem  exageros e praticando um exercício, ajuda ainda mais!
Não importa que temos que tomar 5, 7 ou 9 comprimidos por dia e mais uma injeção, tudo isso é para o nosso bem.
E quando puderem e tiverem vontade, vão no salão de beleza, corte o cabelo, mude a cor, faça uma maquiagem, uns cachinhos no liso ou alise o crespo. Mas não deixem de cuidar da beleza exterior também, tudo ajuda na auto estima!!!
Se olhar no espelho e se reconhecer, como bonita, mulher, guerreira e feliz.

Bem gente, vou deixar vocês por aqui!!!
Mil beijinhos e até o próximo….