O Caminho de Santiago não sai de mim!

Falar sobre o tempo, quase sempre, é uma dicotomia para mim! Hoje, aos 51 anos, esclerosada assumida, cheia de planos novos depois de ter voltado do Caminho de Santiago, no dia do meu aniversário, me dou conta de que os sonhos precisam ser materializados para não haver frustrações. Tenho próxima viagem em planejamento, continuo treinando, continuo me reinventando.

Assim que voltei do Caminho de Santiago caí em depressão. Minha neuro falou: “voltar à rotina pode ser sofrido. Você consegue entender a dimensão da sua superação?” Pois é… foi grande, mas eu ainda não dimensionei como deveria! É comum ouvirmos dos peregrinos que a gente sai do caminho, mas o caminho não sai da gente. Comigo, nem eu, nem o caminho saímos um do outro. Preciso voltar! Preciso caminhar aqueles percursos! Me sinto parte daquele universo… Sei que sou! Sinto que sou!

Breves caminhos longos ou longos caminhos curtos, me fizeram entrar em contato com o que há de mais profundo em mim. Muita coisa aconteceu! Eu tenho um legado… Eu construí uma nova forma de viver! Se aos 40 eu precisei me reinventar, aos 50 isso se fez urgente, mais uma vez. Nada mais pode me deter… Nem a morte!