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Causas da Esclerose Múltipla

O que causa a Esclerose Múltipla (EM)?

A EM é o resultado dos danos causados à mielina – uma bainha de proteção que envolve as fibras nervosas do nosso sistema nervoso central. Quando a mielina é danificada, isso interfere na forma como as mensagens entre o cérebro e outras partes do corpo acontecem.
A causa da EM ainda não é conhecida, mas pesquisadores de todo o mundo estão tentando juntar as peças deste complicado quebra-cabeça. Os danos na mielina causados pela EM podem acontecer devido a uma resposta anormal do sistema imune do próprio corpo, que deveria ser um defensor contra organismos invasores, tais como bactérias e vírus. Muitas das características da EM sugerem que ela seja uma doença autoimune, ou seja, o corpo ataca os seus próprios tecidos e células, que no caso da EM, é a mielina.
Os pesquisadores ainda não sabem ao certo o que desencadeia esse processo e leva o sistema imune a atacar a mielina, mas há suposições de ser uma combinação de suscetibilidade genética e fatores ambientais.

Fatores genéticos

Alguns genes podem ser defeituosos e produzir proteínas defeituosas (mutações), mas não acredita-se ser esse o caso da EM. Pelo contrário, a ideia é que os indivíduos afetados pela doença tenham sofrido pequenas variações, chamadas de polimorfismos, que são os genes perfeitamente saudáveis, mas que – por acaso – se encaixam mal, causando um funcionamento anormal das células,  e alterando  sutilmente as células que compõem o sistema imunológico do corpo, do cérebro e da medula espinhal.

Uma vez que este grupo de genes que sofreu alterações entrar, por acaso, no genoma (o nosso conjunto completo de DNA), alguns ou todos esses fatores podem ser compartilhados dentro das famílias, através dos mecanismos normais de herança.

Pesquisadores identificaram genes específicos que fazem com que algumas pessoas sejam mais susceptíveis a terem EM, em particular o complexo HLA, como contendo o gene de susceptibilidade, provavelmente a mais importante para a EM. As proteínas HLA são encontradas na superfície de todas as células do corpo. Eles agem como um sinalizador para ajudar o sistema imunológico a confirmar que a célula é parte do corpo e não deve ser atacada. Essa estrutura é perfeitamente saudável, ​​e o que causa algum erro nesse processo é alguma outra coisa, um gatilho. Algumas hipóteses já fora levantadas, dentre elas, fatores ambientais podem desencadear esse processo da doença.

Fatores ambientais

Uma das teorias é de que um vírus, possivelmente adormecido no corpo, possa desempenhar um papel importante no desenvolvimento da doença e perturbar o sistema imunitário ou indiretamente instigar o processo autoimune.

Uma grande parte da investigação tem ocorrido na tentativa de identificar um vírus que possa desencadear a EM. É provável que não exista um vírus da EM, mas que um vírus comum, como o do sarampo ou o vírus de Epstein-Barr (o vírus da herpes comum), possa atuar como um gatilho para a EM. Esse gatilho ativa as células brancas do sangue (linfócitos) na corrente sanguínea, que entram no cérebro, ativando os mecanismos de defesa do cérebro e o deixando vulnerável. Uma vez no interior do cérebro, essas células ativam outros elementos do sistema imunológico de tal modo que eles atacam e destroem a mielina.

Fatores imunológicos

Na EM, uma resposta imunológica imediada anormal ataca o revestimento de mielina que protege as fibras do sistema nervoso central. Nos últimos anos, os pesquisadores foram capazes de identificar quais células imunes fazem parte do ataque, alguns dos fatores que fazem com que o ataque aconteça, e alguns dos locais (receptores) das células que atacam e que aparecem ser atraídos para a mielina para começar o processo destrutivo. Os esforços ainda continuam para descobrirmos mais sobre o processo imuno-imediada da EM – o que define, como ele funciona e como retardar ou parar de vez o seu curso. Isso nos aproxima cada vez mais de compreender a causa da EM.

Fatores infecciosos

Uma vez que a exposição inicial a um grande número de vírus, bactérias e outros micróbios acontece durante a infância, e uma vez que os vírus são bem reconhecidos como causas da desmielinização e da inflamação, é possível que um vírus ou outro agente infeccioso seja o fator de desencadeamento da EM. Mais de uma dúzia de vírus e bactérias – incluindo o sarampo, a cinomose canina, o vírus causador do herpes humano (Epstein-Barr), e a Chlamydia – foram ou estão sendo  investigados para determinar se eles estão envolvidos no desenvolvimento da EM, mas até agora nenhum deles foi comprovado como desencadeador da EM.

Teorias que caíram por terra

Ao longo dos anos, as pessoas têm sugerido várias causas para a EM. Aqui estão algumas teorias conhecidas que foram provadas incorretas nesse tempo.

  • Viver com um cão ou outro animal de estimação pequeno: Alguns anos atrás, a cinomose canina – um vírus transmitido por cães – foi proposta como possível causa da EM, mas pesquisas já descartaram os animais domésticos de qualquer possível culpa.
  • Ter alergias: Não há evidência de que a EM seja desencadeada por uma reação a um alérgeno ambiental específico. Alergias são comuns na população em geral, logo podem ocorrer também em pessoas com esclerose múltipla.
  • Exposição a metais pesados: Embora a intoxicação com metais pesados, tais como mercúrio, chumbo ou de manganês possa causar danos ao sistema nervoso e produzir sintomas, tais como tremor e fraqueza, tanto o processo e os sintomas são diferentes do que ocorre na EM, logo, não há evidência de que a exposição a metais pesados ​​provoca EM.
  • Trauma físico: O papel do trauma em causar a EM, ou em desencadear surtos subsequentes da doença tem sido alvo de controvérsia por muitos anos. No entanto, investigações tem demonstrado que não existe uma associação entre o trauma físico e início da doença ou a progressão da EM.
  • Aspartame: Nenhuma evidência científica apoia as reivindicações que o aspartame – um adoçante artificial usado em muitos refrigerantes dietéticos e outros alimentos – causa EM.