AME - Amigos Múltiplos pela Esclerose

LIGUE (11) 3181-8266

Tysabri

Tysabri

Tysabri (natalizumab)

Tysabri é um fármaco imussupressor modificador de doença para EMRR muito ativa (definida como duas ou mais recidivas em um ano, com sinais de lesões crescentes ou novas entre dois exames consecutivos de ressonância magnética).

É aplicado uma vez a cada quatro semanas em perfusão intravenosa com o objetivo de reduzir o número e a gravidade de surtos. Reduz o risco de recaídas em cerca de dois terços (70%), em comparação com a tomada de placebo. Em ensaios clínicos, os exames de ressonância magnética mostraram que as pessoas que tomavam Tysabri tinham menos lesões, em áreas menores ou sem o aparecimento de novas lesões ativas. Tysabri também pode retardar o surgimento de novas deficiências associadas à EM.

Efeitos secundários comuns incluem tonturas, náuseas, urticária (erupção cutânea) e tremores. O tratamento com Tysabri pode aumentar o risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP), uma infecção cerebral incomum que pode levar a incapacidade grave ou mesmo à morte.

É importante informar à equipe médica caso tenha algum problema de saúde ou esteja tomando outros medicamentos. Seu neurologista precisará saber se você já tomou outras drogas que suprimem o sistema imunológico (por exemplo, mitoxantrona, azatioprina, ciclofosfamida ou metotrexato).

Programa de atendimento ao paciente: Programa BIA – www.programabia.com.br. A central de atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 0800-242- 0000.

Mais informações, Vide Bula.

Foi aprovado pela ANVISA em 2008, com entrada no SUS em 2012.

Uma vez que o fingolimode não foi comparado com outras alternativas de primeira e de segunda linhas e na ausência de dados que superem a incerteza quanto ao balanço de riscos e benefícios do uso do fingolimode em primeira e segunda linhas, devido, sobretudo, aos potenciais eventos cardiovasculares relacionados à primeira dose do fingolimode, recomenda-se seu uso apenas em casos de esclerose múltipla remitente recorrente, com surtos incapacitantes após o uso de betainterferona e de glatirâmer, sem contraindicação ao uso de fingolimode e com contraindicação ao uso de natalizumabe.

Portanto, a recomendação do natalizumabe deve ocorrer somente após ter sido tentado o uso de betainterferona e de glatirâmer. Se o paciente iniciou o tratamento para EM com glatirâmer e houve falha terapêutica, este deve ser substituído por betainterferona. Se esta também falhar, deve-se trocá-la por natalizumabe. Em outro cenário, se o paciente iniciou o tratamento com betainterferona e houve falha terapêutica, esta deve ser substituída por glatirâmer. Em caso de nova falha terapêutica, recomenda-se a troca para natalizumabe. Reação adversa grave, a leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP) já foi relatada com o uso de natalizumabe(45), principalmente quando usado em associação com betainterferona. Em função dos casos de LEMP, preconiza-se o uso do natalizumabe sem qualquer associação com outro imunomodulador ou imunossupressor, sendo esta uma condição indispensável para sua administração.

Você toma Tysabri como uma infusão intravenosa (um pequeno tubo colocado em uma veia, com o tratamento infundido através de uma bomba) uma vez a cada quatro semanas. Isso geralmente é feito em uma clínica de infusão hospitalar e leva de 2 a 3 horas.

Efeitos secundários comuns incluem tonturas, inflamação do nariz e da garganta, sensação de estar doente, vómitos, urticária (uma erupção cutânea), tremores e uma maior chance de infecção. Tysabri pode afetar a função hepática, mas isso geralmente se recupera quando o tratamento é interrompido.

O tratamento com Tysabri pode aumentar o risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML), uma infecção cerebral incomum que pode levar a incapacidade grave ou mesmo à morte. A PML é causada por uma mutação do vírus JC, uma infecção comum completamente não relacionada à MS. É normalmente mantido sob controle pelo sistema imunológico, não causando problemas. Se seu sistema imunológico está enfraquecido e seu corpo é menos capaz de combater uma infecção, que pode ocorrer ao tomar Tysabri, o vírus JC pode se tornar ativo e causar inflamação e danos ao cérebro.

Um exame de sangue pode detectar o vírus JC e dar uma indicação do risco de desenvolver LMP. Outros factores que aumentam o risco de PML incluem o tratamento anterior com um fármaco imunossupressor (por exemplo, azatioprina, ciclofosfamida, mitoxantrona ou metotrexato) e o período de tempo que tomou Tysabri. Seu neurologista ou enfermeira especialista em EM discutirá as implicações do exame de sangue e como ele pode afetar os benefícios e riscos do tratamento.

Quando você começar a tomar Tysabri você será informado dos primeiros sinais e sintomas de PML. Estes podem ser semelhantes a uma recaída MS, por isso é importante relatar qualquer novo ou piorar os sintomas. Se PML é suspeita em qualquer momento durante o tratamento, o medicamento será interrompido imediatamente.

Devido ao risco potencial de efeitos secundários, deverá receber um cartão de alerta do doente quando iniciar o Tysabri, contendo importantes informações de segurança necessárias antes e durante o tratamento.

Clique aqui e confira mais informações sobre o Tysabri na  série “Conheça melhor o seu remédio”.

ame

A AME - Amigos Múltiplos pela Esclerose nasceu do sonho de divulgar a EM e contribuir com a busca de diagnóstico precoce, tratamento adequado e melhora na qualidade de vida dos pacientes, seus amigos e familiares. Somos uma Organização sem Fins Lucrativos que, desde 2012 reúne amigos múltiplos com uma missão de compartilhar informação de qualidade sobre a EM de forma gratuita e acessível.

VER TODOS POSTS