AME - Amigos Múltiplos pela Esclerose

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Blog Luciana
Psicóloga graduada em 2002. Especialista em Neuropsicologia (2005) e membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC). Atua clinicamente com avaliação neuropsicológica e psicoterapia cognitiva em Porto Alegre (RS), além de conduzir grupos de psicoterapia com pessoas com Esclerose Múltipla (EM). Descobriu ser portadora de EM com 22 anos.

Um dia acordo sem enxergar direito com um olho. Acho que era o direito. Começo de 2003, tinha 22 anos. Sou míope e já usava lentes de contato então pensei que deveria haver algo errado com a lente. Fui ao meu oftamologista no dia seguinte. Após uma série de exames ouvi que o problema era neurológico. O fato de não enxergar com um olho e a causa ser neurológica não soou nada bem. A partir daí fiz um monte de exames, solicitados por vários neurologistas, inclusive em São Paulo e Lisboa. Na minha ressonância magnética aparecia apenas uma lesão. No exame do líquor, bandas oligoclonais. Um neurologista me disse que eu tinha uma doença autoimune rara. Que em 10 anos estaria em uma cadeira de rodas. Que minha expectativa de vida estava reduzida por ser portadora de Esclerose Múltipla. Alguns neurologistas concordavam e acreditavam que eu tinha EM, outros não. E eu tinha apenas 22 anos e havia recém me formado em Psicologia!

Não me conformei com tanta divergência a respeito de algo supostamente grave acontecendo comigo. Resolvi então trocar a Psicanálise pela Neuropsicologia. Em 2004 estava completamente apaixonada pela Neurociência. Desde então me dedico ao estudo do cérebro humano e de como usá-lo da melhor maneira. Descobri na prática, sendo portadora de EM, com vários surtos, alguns horríveis e um olho que pouco vê como sequela, que é preciso conhecer como a gente funciona pra atuar ativamente na convivência com ela. Há 3 anos a EM está em silêncio. Sem surtos, sem evolução. Nunca estive tão bem física e psicologicamente. É preciso mudar a maneira de pensar e ter disciplina. Saber pensar, saber querer.

A EM me fez fazer o que eu faço hoje – me sinto privilegiada de me dedicar à mente humana! Ela também me fez, desde os meus 22 anos, olhar para a minha saúde de uma maneira especial. Nunca quis estar em uma cadeira de rodas, como previu o neurologista, há 14 anos atrás. Resolvi cuidar de mim. Comer bem, fazer exercícios, pensar funcionalmente para ter emoções positivas. Ser feliz!

É uma honra ter este espaço e compartilhar minha experiência com vocês. Espero que seja inspirador!

AGUARDANDO EDIÇÃO

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O estresse e a Esclerose Múltipla

30 de junho de 2016 | Qualidade Vivida

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença bastante heterogênea e imprevisível, mas acredito que há um consenso em relação a ela. Dois consensos, aliás. Um é a fadiga. Pessoas com EM sofrem com fadiga, em diferentes graus. E o outro é o estresse. Geralmente pessoas com EM surtam quando estão

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